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Exportações brasileiras ganham força, mas carne bovina enfrenta tarifa de 67% na China
Exportações brasileiras crescem em setembro, petróleo se aproxima de recorde e carne bovina enfrenta tarifa de 67% na China. Veja os destaques.
A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 2,399 bilhões na quarta semana de setembro, somando US$ 6,452 bilhões no mês até o dia 28. As exportações cresceram 22,2% ante o mesmo período de 2025, com destaque para a indústria extrativa (+52,2%), encerrando o acumulado de janeiro a setembro em US$61,77 bilhões, 36,3% acima do mesmo período do ano anterior. O MDIC mantém a projeção de US$90 bilhões de superávit para o ano completo.
As contas externas do Brasil fecharam agosto com déficit de US$ 5,1 bilhões, resultado 34,2% acima dos US$ 3,8 bilhões de agosto de 2025. A balança comercial de bens foi superavitária em US$6,6 bilhões, com exportações crescendo 12,1%, mas o avanço de 28,2% no déficit de serviços, para US$5,3 bilhões, e as remessas de lucros e dividendos pressionaram o resultado global. Em 12 meses encerrados em agosto, o déficit em transações correntes chegou a US$63 bilhões, equivalente a 2,47% do PIB.
O Brasil encaminhou setembro para bater um recorde histórico de exportação de petróleo que durava mais de três anos. Com 10,1 milhões de toneladas embarcadas até a quarta semana do mês, a uma média de mais de 500 mil toneladas por dia útil, o país se aproxima do pico histórico de 11 milhões de toneladas, registrado em março de 2023. As exportações diárias subiram 50% ante setembro de 2025, com preço médio da tonelada atingindo US$562,4 (+26,1%).
A Comissão Europeia concluiu na última segunda-feira (28) que o sistema brasileiro de produção e fiscalização de carne de aves e mel atende aos requisitos sanitários da União Europeia sobre o uso de antimicrobianos. O relatório da auditoria realizada de 24 de agosto a 4 de setembro não aponta impedimento técnico à reinclusão do Brasil na lista de fornecedores, mas a retomada efetiva das exportações ainda depende de decisão do Comitê Permanente, prevista para 20 e 21 de outubro. A carne bovina segue sem relatório publicado.
A China formalizou na quarta-feira (30) a aplicação de tarifa adicional de 55% sobre os embarques de carne bovina brasileira que excedam a cota anual de 1,106 milhão de toneladas, esgotada em 29 de setembro. Somada à alíquota de importação padrão de 12%, a carga total sobre o excedente chega a 67%, tornando inviável para a maioria dos frigoríficos exportar acima do limite. A China responde por 48% das exportações brasileiras de carne bovina, e o setor projeta queda de 10% nas vendas globais do produto em 2026.