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Insight

UE restringe veículos chineses, importação de fertilizantes cai no Brasil e frete marítimo pressiona exportações de frutas

UE limita veículos híbridos chineses, importações de fertilizantes caem no Brasil e frete marítimo mais caro pressiona as exportações brasileiras de…

13 de outubro de 2026

UE restringe veículos chineses, importação de fertilizantes cai no Brasil e frete marítimo pressiona exportações de frutas

A União Europeia e a China formalizaram nesta segunda-feira (12) um acordo que limita as importações de veículos híbridos e híbridos plug-in chineses ao mercado europeu a 350 mil unidades por ano, com vigência prevista para 1º de dezembro. O limite representa redução de mais de 50% sobre as exportações chinesas projetadas para 2026, estimadas em 800 mil veículos, e vigerá por quatro anos, com crescimento anual de 6% na cota. A China sinalizou que aceitaria o acordo desde que o mínimo garantido não ficasse abaixo de 302 mil unidades. 

As importações brasileiras de fertilizantes acumulam retração nos primeiros nove meses de 2026, com recuos de 15% no fosfato monoamônico e 24% no superfosfato simples ante o mesmo período do ano anterior. A postura cautelosa dos importadores reflete a combinação de preços elevados dos insumos, relações de troca desfavoráveis ao produtor e incerteza geopolítica que encareceu o enxofre desde o início do conflito no Oriente Médio. O mercado de nitrogenados monitora se o atraso nas compras será compensado para atender a segunda safra de milho. 

A União Europeia agendou para os dias 20 e 21 de outubro a análise do relatório que pode reabrir o mercado europeu para o frango e o mel brasileiros. O Comitê Permanente da Comissão Europeia avaliará as conclusões da missão realizada de 24 de agosto a 4 de setembro, que concluiu que os controles brasileiros atendem às exigências europeias. Caso aprovado, o processo administrativo de reinclusão deve levar cerca de três semanas. A carne bovina segue em processo separado, sem prazo definido.

As exportações brasileiras de frutas para a União Europeia avançaram 15,8% em valor entre janeiro e setembro de 2026, para US$ 664,5 milhões, mas o crescimento das vendas não se converteu em ganho de margem. O frete marítimo do Brasil para a Europa saltou de US$ 4,5 mil a US$ 5 mil para até US$ 9 mil por contêiner, reflexo das restrições no Mar Vermelho, mudanças de rota e menor disponibilidade de navios. O setor projeta novo recorde de exportações em 2026, mas revisa negociações para repassar parte do custo ao comprador.