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Insight

Tarifaço acelera mudança de rota nas exportações brasileiras: veja quem já encontrou novos mercados

O tarifaço dos EUA já afeta o agro, reduz exportações e acelera a busca por novos mercados. Veja os impactos, setores mais expostos e quem cresce apesar…

24 de julho de 2026

Tarifaço acelera mudança de rota nas exportações brasileiras: veja quem já encontrou novos mercados

A tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros entrou em vigor na última quarta-feira (22) com impacto estimado de R$ 4,6 bilhões anuais para o agronegócio.

A CNA aponta que 36,5% das exportações do setor aos EUA são afetadas, com etanol, madeira, açúcar, arroz e ovos entre os itens taxados, enquanto café, carne bovina e suína seguem isentos.

A assimetria regional é expressiva: no Rio Grande do Sul, até 79% das exportações ao mercado americano estão sujeitas à nova alíquota. 

 Enquanto as exportações brasileiras para os EUA recuam sob efeito do tarifaço, Curitiba fecha o primeiro semestre de 2026 acima da média nacional.

As vendas externas da capital chegaram a US$ 1,2 bilhão, alta de 23%, o dobro do crescimento nacional de 11,5% no período.

Chile (+61%), China (+55%) e Peru (+30%) foram os mercados que mais avançaram, compensando a queda de 16% nas exportações para os EUA, afetadas principalmente pela sobretaxa sobre madeira. 
 
A resposta institucional ao tarifaço avança em paralelo aos impactos.

A agência federal de promoção de exportações anunciou um plano de R$ 130 milhões para diversificar mercados afetados pelas novas tarifas, executado em parceria com 57 entidades do setor privado, com lançamento previsto para agosto.

Dos exportadores atendidos pela agência que vendiam aos EUA, 72% já abriram ao menos um novo destino entre junho de 2025 e maio de 2026. 

O setor aeronáutico está entre os mais expostos ao tarifaço, mas mantém o otimismo ancorado em uma negociação bilateral.

A indústria projeta impacto de R$ 20 bilhões em tarifas até 2030, com cada aeronave exportada aos EUA ficando R$ 50 milhões mais cara, porém vê o acordo EUA-Reino Unido, que zerou tarifas sobre aviões, como precedente favorável.

O argumento de peso: o setor prevê compras de US$ 21 bilhões em equipamentos americanos nos próximos cinco anos.