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UE aprova protocolos sanitários brasileiros, café solúvel bate recorde e nova lei americana mira quem compra energia da Rússia
UE aceita controles sanitários do Brasil e abre caminho para retomada do frango, café solúvel sobe 24,9%, Nordeste lidera exportação de frutas e EUA…
O Congresso americano aprovou na quarta-feira (16) uma lei que autoriza tarifas de até 100% sobre produtos de países que continuem comprando energia russa 30 dias após sua sanção. O Brasil importou US$ 7,15 bilhões da Rússia entre janeiro e agosto de 2026, ligeiramente acima dos US$ 7,03 bilhões do mesmo período de 2025, mas a tendência é de queda: o volume mensal caiu de US$ 1,38 bilhão em abril para US$ 433,8 milhões em agosto. A lei, aprovada por 262 votos a 159, segue para sanção presidencial.
A União Europeia aceitou os protocolos sanitários apresentados pelo Brasil após auditoria realizada de 24 de agosto a 4 de setembro em frigoríficos e no sistema de defesa agropecuária nacional. A comunicação oficial chegou na segunda-feira (14), cobrindo o protocolo mais crítico para a retomada: a exportação de carne de frango. O Brasil aguarda o detalhamento do documento europeu, que definirá os trâmites para a normalização gradual dos embarques, interrompidos desde 3 de setembro.
O Brasil exportou 7,7 mil toneladas de café solúvel em agosto de 2026, 24,9% acima do mesmo mês de 2025. No acumulado de janeiro a agosto, os embarques somaram 65,3 mil toneladas (+12,8%), com a União Europeia crescendo 44,2% e os EUA avançando 86,8% em agosto, no primeiro mês completo após o fim das tarifas adicionais sobre o produto. O setor mira recorde em 2026, mas acende alerta: a extinção do crédito tributário sobre o café verde em janeiro de 2027 deve elevar os custos da indústria.
O Nordeste consolida sua posição de principal polo exportador de frutas frescas do Brasil. A produção regional cresceu 19% entre 2020 e 2024, chegando a 11,6 milhões de toneladas, e a região responde por mais de 70% de todas as frutas frescas exportadas pelo país, incluindo 95% da produção nacional de melão e 80% de manga. A União Europeia é o principal comprador e ganhou fôlego adicional com a entrada em vigor provisória do acordo Mercosul-UE em maio de 2026.