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Insight

Petróleo, guerra e tarifas: 3 acontecimentos que movimentaram o comércio global

Amapá pode virar potência do petróleo, enquanto a crise em Ormuz e a suspensão de tarifas entre EUA e Canadá mexem com o comércio global.

19 de agosto de 2026

Petróleo, guerra e tarifas: 3 acontecimentos que movimentaram o comércio global

O Amapá começa a se preparar para se tornar o novo polo de petróleo e gás do Brasil. A descoberta de hidrocarbonetos no poço Morpho, a 175 quilômetros da costa amapaense em lâmina d'água de quase 3 mil metros, aponta para uma fronteira com potencial de até 30 bilhões de barris, o que pode triplicar as reservas nacionais. Se confirmada a viabilidade comercial, a produção pode começar em seis a sete anos, com US$7,1 bilhões em investimentos exploratórios previstos para 2026-2030. 


O Iraque pediu formalmente ao Irã um status especial para que seu petróleo continue a ser exportado pelo Estreito de Ormuz, bloqueado desde o início do conflito. O país é o segundo maior produtor da Opep e depende quase inteiramente dos terminais do sul do Golfo Pérsico para escoar sua produção, tornando-se um dos mais expostos ao fechamento da rota. O Irã não respondeu à proposta. Em paralelo, o governo iraquiano aprovou mecanismos alternativos para exportar petróleo sem passar pelo estreito.

Os estoques de petróleo bruto nos Estados Unidos voltaram a crescer na semana encerrada em 14 de agosto. O Departamento de Energia registrou alta de 4,405 milhões de barris, contrariando a expectativa de redução dos analistas. Na semana anterior, os estoques já haviam surpreendido com alta de 17,423 milhões de barris, sinalizando acúmulo consistente de oferta num momento em que Ormuz permanece parcialmente fechado.

O governo americano suspendeu por três dias, até 21 de agosto, as tarifas de 50% sobre importações canadenses que entrariam em vigor à meia-noite desta quarta-feira. A pausa cobre cerca de US$ 20 bilhões em importações e foi anunciada com a alegação de que um acordo bilateral foi fechado, incluindo acesso ampliado ao mercado americano, compromissos de segurança econômica e alinhamento em comércio digital. O principal ponto de discórdia eram as tarifas americanas sobre veículos canadenses.