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Insight

Importação de 26 produtos químicos e polímeros fica mais cara, exportação global de café cresce 14,9% e Santos mira conexão com a Itália

Importação de 26 produtos químicos e polímeros fica mais cara, exportação global de café cresce 14,9% e Santos mira conexão com a Itália

05 de outubro de 2026

Importação de 26 produtos químicos e polímeros fica mais cara, exportação global de café cresce 14,9% e Santos mira conexão com a Itália

O Gecex elevou as tarifas de importação de 26 produtos químicos e polímeros por meio da Resolução nº 963, publicada no Diário Oficial desta segunda-feira (5). As novas alíquotas variam de 9% a 20% e entram em vigor em 17 de outubro, com vigência até outubro de 2027. Entre os produtos sujeitos à alíquota máxima estão álcool isobutílico, butanona, acetato de etila, ácido adípico e diferentes tipos de copolímeros e poliésteres. A medida foi aprovada em agosto para corrigir desequilíbrios comerciais decorrentes da conjuntura econômica internacional. 

A Organização Internacional do Café divulgou nesta segunda-feira (5) os dados de exportação global de agosto de 2026. Os embarques mundiais somaram 12,58 milhões de sacas de 60 kg, alta de 14,89% ante agosto de 2025, impulsionados pelo avanço de 12,06% nas exportações de robusta nos doze meses encerrados no período. No acumulado da safra 2025/26 até agosto, o volume total chegou a 130,81 milhões de sacas, 1,1% acima do mesmo período do ciclo anterior. 

A Autoridade Portuária de Santos iniciou contatos com o Porto de Trieste, na Itália, para desenvolver acordos de comércio marítimo entre os dois mercados. A aproximação segue o modelo da parceria bilateral firmada no ano passado com o Porto de Gênova e foi motivada pelo crescimento das relações comerciais entre Brasil e Itália, atribuído em parte ao redirecionamento de fluxos causado pelo tarifaço americano. Trieste é vista como uma plataforma estratégica de acesso ao mercado europeu por sua extensa malha ferroviária. 

O governo brasileiro avança no posicionamento do etanol como combustível para a transição energética da navegação marítima. O Programa Nacional do Combustível Sustentável de Navegação foi incluído na pauta do Conselho Nacional de Política Energética em setembro, com estimativa de mercado de US$ 90 bilhões e meta de suprir 15% da demanda global de biocombustível marítimo até 2050. Uma adição de apenas 10% de etanol ao óleo bunker representaria potencial de 50 bilhões de litros, e 336 navios já encomendados terão motores multicombustíveis prontos até 2030.