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Insight

Exportações Brasileiras de Soja (Jan-Jul 2026 vs. Jan-Jul 2025)

Exportações de soja do Brasil somaram US$35 bi em jan-jul 2026, alta de 15,34% em valor e 7,47% em volume. Veja destinos e cenários.

11 de agosto de 2026

Exportações Brasileiras de Soja (Jan-Jul 2026 vs. Jan-Jul 2025)

O complexo soja brasileiro registrou expansão simultânea de volume (+7,47%) e faturamento FOB (+15,34%) no acumulado de janeiro a julho de 2026 em relação ao mesmo período de 2025. A China manteve a liderança com 69,56% da receita, enquanto mercados como Egito, Bangladesh e Países Baixos apresentaram crescimento expressivo de demanda.

O mercado exportador brasileiro do complexo soja manteve trajetória de expansão no acumulado de janeiro a julho de 2026, consolidando avanços tanto em volume físico embarcado quanto em faturamento FOB total.

As exportações consolidadas dos produtos da pauta de soja (NCMs 12019000, 12011000 e 12081000) atingiram US$35,01 bilhões de receita FOB nos primeiros sete meses de 2026, o que representa crescimento de 15,34% em comparação aos US$30,36 bilhões registrados em igual período de 2025.

Em termos de volume, o Brasil embarcou 82,98 milhões de toneladas no período analisado em 2026, incremento de 7,47% frente às 77,21 milhões de toneladas exportadas entre janeiro e julho de 2025. O preço médio ponderado das exportações do setor apresentou valorização de 7,32%, passando de US$393,18 por tonelada no período de 2025 para US$421,97 por tonelada em 2026.

Indicador comercialJan-Jul 2025Jan-Jul 2026Variação (%)
Valor Total FOB (US$)30,3 bi35 bi+15,34%
Volume (Toneladas)77,2 bi83 bi+7,47%
Preço Médio (US$/t)393,18421,97+7,32%

Principais constatações estratégicas:

Concentração e liderança da China: A China manteve a posição de principal comprador absoluto da soja brasileira, absorvendo 69,56% do valor total exportado pelo país no período (US$24,36 bilhões), com volume na casa de 57,74 milhões de toneladas (-0,32% em volume e +6,84% em valor FOB).

Diversificação regional de demanda: Observou-se forte crescimento nas vendas para mercados secundários e intermediários, como Egito (+428,91% em valor), Bangladesh (+143,09%), Países Baixos (+141,35%), Paquistão (+68,46%), Turquia (+60,71%) e México (+62,41%), amortecendo dependências pontuais e absorvendo o ganho de produção nacional.

Recomendações prioritárias: Recomenda-se a otimização de janelas logísticas para o escoamento de final de safra, intensificação das operações de proteção cambial e de preços (hedge) na Bolsa de Chicago (CBOT) e ampliação do relacionamento comercial com os canais de processamento nos hubs europeus e do Oriente Médio.

I. Contexto macroeconômico e panorama setorial atual

1. Dinâmica cambial e margens de exportação

O ambiente macroeconômico ao longo do período de janeiro a julho de 2026 caracterizou-se pela manutenção de um patamar cambial favorável à competitividade das commodities agrícolas brasileiras.

A sustentação do dólar apreciado em relação ao real ampliou a receita líquida em moeda nacional para produtores e tradings, compensando variações operacionais nos custos dos insumos e do frete rodoviário e marítimo.

A elevação do preço médio internacional FOB de US$393,18/t para US$421,97/t refletiu a recomposição das margens operacionais nas origens brasileiras. Esse ganho unitário de 7,32% sustentou a rentabilidade das companhias exportadoras mesmo diante da oscilação dos prêmios nos portos de Paranaguá e Santos ao longo do pico do escoamento da safra.

2. Oferta nacional e infraestrutura logística

O desempenho volumétrico de 82,98 milhões de toneladas exportadas até julho reflete o elevado ritmo de colheita e o ganho de eficiência nas operações portuárias. Os investimentos contínuos na ampliação da capacidade de transbordo no Arco Norte e na otimização dos corredores ferroviários para os portos do Sul e Sudeste reduziram os tempos de espera para atracação (demurrage), favorecendo o cumprimento dos cronogramas de embarque contratados.

3. Vetores globais de oferta e demanda

A demanda por proteína vegetal permaneceu aquecida nos setores de esmagamento e nutrição animal no Sudeste Asiático e na Europa. A recomposição dos estoques de passagem em diversos mercados industriais, combinada ao aumento da taxa de esmagamento para produção de farelo e óleo vegetal, impulsionou as compras líquidas da soja brasileira nos primeiros sete meses do ano.

II. Análise quantitativa do fluxo comercial (Jan-Jul 2026 vs. Jan-Jul 2025)

1. Desempenho global da pauta exportadora

A pauta exportadora brasileira de soja, abrangendo os códigos NCM 12019000 (soja em grão, exceto para semeadura), NCM 12011000 (soja para semeadura) e NCM 12081000 (farinha de soja), registrou avanço expressivo no faturamento total e no volume físico transacionado entre janeiro e julho de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior.

A receita FOB consolidada expandiu 15,34%, passando de US$30,36 bilhões para US$35,01 bilhões. O volume físico embarcado cresceu 7,47%, atingindo 82,98 milhões de toneladas (ante 77,21 milhões de toneladas em 2025). O valor unitário médio por tonelada registrou valorização de 7,32%, situando-se em US$421,97/t contra US$393,18/t no acumulado até julho de 2025.

Indicador comercialJan-Jul 2025Jan-Jul 2026Variação (%)
Receita FOB (US$ Bi)30,3635,01+15,34%
Volume (Mi Toneladas)77,2182,98+7,47%
Preço Médio (US$/t)393,18421,97+7,32%

2. Decomposição por código NCM

A análise detalhada por Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) revela forte assimetria no volume e valor entre os produtos, com hegemonia absoluta da soja em grão comercial.

Faturamento FOB (US$)

NCMDescriçãoFaturamento 2025 (US$ FOB)Faturamento 2026 (US$ FOB)Var. Val. (%)
12019000Soja em grão (exceto semeadura)30.355.347.10435.012.970.635+15,34%
12011000Soja para semeadura218.188323.200+48,13%
12081000Farinha de soja1.414.027494.275-65,04%
TOTALConsolidado30.356.979.31935.013.788.110+15,34%

Volume (toneladas)

NCMDescriçãoVolume 2025 (t)Volume 2026 (t)Var. Vol. (%)
12019000Soja em grão (exceto semeadura)77.204.467,1282.976.639,33+7,48%
12011000Soja para semeadura114,36120,23+5,14%
12081000Farinha de soja3.711,49744,47-79,94%
TOTALConsolidado77.208.292,9782.977.504,03+7,47%

Preço Médio FOB (US$/t)

NCMDescriçãoPreço Médio 2025 (US$/t)Preço Médio 2026 (US$/t)Var. Preço (%)
12019000Soja em grão (exceto semeadura)393,18421,96+7,32%
12011000Soja para semeadura1.907,942.688,16+40,89%
12081000Farinha de soja380,99663,93+74,26%
TOTALConsolidado393,18421,97+7,32%

Principais observações por categoria:

NCM 12019000 (Soja em grão comercial): Representa 99,997% da receita gerada pelo setor. O crescimento de 7,48% no volume embarcado (+5,77 milhões de toneladas) combinado com o aumento de 7,32% no preço médio garantiu uma expansão de US$4,66 bilhões no faturamento no período.

NCM 12011000 (Soja para semeadura): Apresentou expressiva alta no preço médio por tonelada (+40,89%, alcançando US$2.688,16/t), o que impulsionou o faturamento em +48,13% (US$323,2 mil), mesmo com variação modesta no volume (+5,14%).

NCM 12081000 (Farinha de soja): Registrou retração severa no volume embarcado (-79,94%, caindo de 3,71 mil para 744,47 toneladas), refletindo o redirecionamento do esmagamento doméstico para subprodutos de maior valor ou atendimento prioritário ao mercado interno. O preço médio unitário disparou 74,26%, fechando em US$663,93/t.

Mapeamento de mercados destino e concentração

As exportações brasileiras de soja no período de janeiro a julho de 2026 alcançaram 59 países. A tabela abaixo detalha os 15 principais mercados de destino por valor FOB e volume físico.

Ranking dos principais países compradores (Top 15)

PosiçãoPaís DestinoReceita FOB 2025 (US$)Receita FOB 2026 (US$)Share 2026 (%)Var. Valor (%)
China22,8 bi24.356.576.66969,56%+6,84%
Espanha1.,2 bi1.422.443.9954,06%+12,07%
Turquia704,9 mi1.132.812.7293,24%+60,71%
Tailândia792,1 mi1.056.923.9863,02%+33,43%
Países Baixos355,9 mi859.015.4672,45%+141,35%
Paquistão484,9 mi816.889.2392,33%+68,46%
México419,2 mi680.931.5921,94%+62,41%
Irã499,8 mi678.195.7841,94%+35,70%
Vietnã444,8 mi670.165.3571,91%+50,64%
10ºBangladesh210,8 mi512.505.4341,46%+143,09%
11ºTaiwan343,4 mi464.501.7241,33%+35,24%
12ºArgélia257,8 mi403.954.4761,15%+56,69%
13ºItália211,1 mi255.698.6620,73%+21,11%
14ºJapão203,7 mi218.441.5090,62%+7,20%
15ºEgito41 mi216.987.5540,62%+428,91%

Volume (toneladas)

PosiçãoPaís DestinoVolume 2025 (t)Volume 2026 (t)Var. Volume (%)
China57.923.798,2557.740.525,55-0,32%
Espanha3.233.615,993.362.373,17+3,98%
Turquia1.823.908,122.751.585,11+50,86%
Tailândia1.997.882,472.504.042,01+25,33%
Países Baixos911.639,551.994.130,84+118,74%
Paquistão1.250.257,641.919.165,12+53,50%
México1.085.548,231.621.133,82+49,34%
Irã1.227.268,101.536.731,42+25,22%
Vietnã1.115.135,871.571.157,81+40,89%
10ºBangladesh533.709,781.214.059,23+127,48%
11ºTaiwan858.965,301.105.015,31+28,64%
12ºArgélia664.753,04978.160,56+47,15%
13ºItália552.688,57616.807,64+11,60%
14ºJapão523.130,55517.131,21-1,15%
15ºEgito104.617,21517.481,59+394,64%

Preço médio FOB (US$/t) - Jan a Jul 2026

PosiçãoPaís DestinoPreço Médio 2026 (US$/t)
China421,83
Espanha423,05
Turquia411,69
Tailândia422,09
Países Baixos430,77
Paquistão425,65
México420,03
Irã441,32
Vietnã426,54
10ºBangladesh422,14
11ºTaiwan420,36
12ºArgélia412,97
13ºItália414,55
14ºJapão422,41
15ºEgito419,31

Análise da concentração geográfica e dinâmica regional

A dominância chinesa e a estabilização de volume

A China absorveu 57,74 milhões de toneladas nos primeiros sete meses de 2026, montante praticamente estável em relação ao mesmo período de 2025 (-0,32%).

Contudo, em decorrência do maior preço médio praticado no período (US$421,83/t vs. US$393,57/t em 2025), a receita gerada pelas exportações destinadas ao mercado chinês cresceu 6,84%, totalizando US$24,36 bilhões.

A participação da China na receita total de exportação de soja do Brasil recuou levemente de 75,10% em 2025 para 69,56% em 2026, refletindo o ganho de fatia dos mercados secundários.

Recuperação da demanda Europeia (Espanha e Países Baixos)

O bloco europeu apresentou aceleração das compras para recomposição de estoques de esmagamento industrial e nutrição animal.

Espanha: Consolidou-se como o 2º maior destino, registrando US$1,42 bilhão (+12,07%) e 3,36 milhões de toneladas (+3,98%).

Países Baixos (Porto de Roterdã): Destacaram-se pelo forte ritmo de expansão, com alta de 118,74% em volume (atingindo 1,99 milhão de toneladas) e 141,35% em faturamento FOB (US$859,02 milhões).

Vetores de forte expansão: Oriente Médio, Sul da Ásia e África do Norte

A absorção do incremento produtivo brasileiro de soja foi impulsionada por mercados emergentes que apresentaram taxas expressivas de crescimento.

Egito: Maior crescimento relativo da pauta, com alta de 394,64% em volume (517,48 mil toneladas) e 428,91% em receita (US$216,99 milhões).

Bangladesh e Paquistão: Expandiram seus volumes importados do Brasil em 127,48% e 53,50%, respectivamente, somando juntos mais de 3,13 milhões de toneladas de soja absorvidas em 2026.

Turquia: Aumentou o volume importado em 50,86% (2,75 milhões de toneladas), movimentando US$1,13 bilhão.

México: Registrou crescimento de 49,34% em volume (1,62 milhão de toneladas), consolidando a participação brasileira no suprimento de grãos para a América do Norte.

Tendências, cenários e projeções para o segundo semestre de 2026

Dinâmica Sazonal e competição com a safra Norte-Americana

O segundo semestre do ano marca historicamente a desaceleração do ritmo diário de embarques nos portos brasileiros devido ao esgotamento gradativo dos estoques exportáveis do ciclo 2025/2026 e à transição do foco comercial para a janela de exportação dos Estados Unidos.

A entrada da safra norte-americana no mercado global a partir de setembro desloca parcela relevante da demanda de esmagadores internacionais, sobretudo no Hemisfério Norte. Contudo, a sustentação do dólar em patamares elevados frente ao real e a competitividade mantida nos portos do Arco Norte e do Sudeste brasileiro garantem a manutenção de fluxos constantes até o encerramento do ano fiscal.

Modelagem de cenários para o encerramento de 2026

Com base no desempenho acumulado de janeiro a julho de 2026 (82,98 milhões de toneladas e US$35,01 bilhões) e nas projeções de capacidade logística portuária, estruturam-se três cenários operacionais para o período de agosto a dezembro de 2026.

Cenário de MercadoVolume 2º Semestre (Mi t)Volume Total 2026 (Mi t)Preço Médio 2º Sem. (US$/t)Receita Total 2026 (US$ Bi)Variação Vol. vs. 2025 (%)
Cenário Base (Mais Provável)20,00102,98420,0043,41+6,2%
Cenário Otimista23,50106,48435,0045,23+9,8%
Cenário Pessimista16,5099,48400,0041,61+2,6%

Premissas dos cenários

Cenário base: Considera a manutenção do ritmo regular de escoamento da entressafra brasileira, com absorção contínua por destinos diversificados (Turquia, Países Baixos, Egito e Paquistão) e estabilização dos preços médios FOB na faixa de US$420/t.

Cenário otimista: Pressupõe aceleração das compras chinesas para recomposição de estoques estratégicos antes da consolidação total da safra norte-americana, combinada a prêmios portuários favoráveis em Santos e Paranaguá.

Cenário pessimista: Considera pressão deflacionária nos preços internacionais decorrente de um volume elevado na colheita dos EUA, reduzindo as margens FOB brasileiras e desacelerando o ritmo de vendas no quarto trimestre.

Implicações estratégicas e diretrizes de ação

Com o objetivo de orientar a tomada de decisão executiva e maximizar a rentabilidade no escoamento do saldo exportável, apresenta-se a matriz de recomendações estratégicas fundamentada no modelo Start, Stop, Continue, Change.

1. Start (começar)

Mapeamento de destinos secundários de alto crescimento: Estruturar canais diretos de comercialização com compradores em mercados com expansão acelerada, como Egito (+428,91% em valor), Bangladesh (+143,09%) e Paquistão (+68,46%), reduzindo a dependência excessiva dos canais tradicionais.

Programas de monitoramento da janela logística Norte-Americana: Implementar análise em tempo real do avanço da colheita e das cotações na Bolsa de Chicago (CBOT) para identificar momentos de inversão favorável dos prêmios de exportação no Brasil.

2. Stop (parar)

Vendas passivas na entressafra sem proteção cambial: Interromper a fixação de contratos de exportação no mercado físico sem operações simultâneas de hedge na CBOT e no mercado futuro de câmbio (BRL/USD), mitigando a exposição à volatilidade do segundo semestre.

Concentração exclusiva em corredores logísticos tradicionais: Descontinuar a alocação volumétrica baseada apenas em portos do Sul/Sudeste durante picos de movimentação, utilizando a capacidade expandida dos terminais do Arco Norte para otimizar os custos de frete marítimo.

3. Continue (continuar)

Consolidação do abastecimento ao mercado Chinês: Manter o alinhamento comercial com os grandes grupos de esmagamento da China, garantindo a preservação da fatia de 69,56% nas exportações totais de soja em grão.

Aproveitamento do câmbio favorável: Manter a estratégia de originação atrelada à monetização em moeda estrangeira, capturando o ganho proporcionado pelo preço médio FOB mais elevado (US$421,97/t em 2026 vs. US$393,18/t em 2025).

4. Change (mudar)

Redirecionamento de estratégias para derivados: Reconfigurar a estratégia comercial para subprodutos e farinhas (NCM 12081000), cuja receita recuou 65,04%, focando na agregação de valor local e na busca de compradores com prêmios compensatórios no exterior.

Flexibilização de contratos de frete marítimo: Migrar de contratos rígidos de afretamento para modalidades flexíveis com cláusulas de reajuste atreladas aos índices de congestionamento portuário mundial.

Como a Logcomex.ai traz informações estratégicas

O mercado de soja movimentou US$35 bilhões em sete meses. Os fluxos mudaram de forma estrutural: o Egito cresceu 394%, Bangladesh mais que dobrou, os Países Baixos quase triplicaram o volume importado. A China manteve volume estável enquanto o valor subiu 6,84%.

Quem opera nesse mercado não pode esperar pelo relatório do mês seguinte.

É aqui que a Logcomex.ai - A inteligência Artificial do Comércio Exterior, atua:

Monitoramento de destinos em tempo real. Enquanto o mercado debate tendências, os agentes da Logcomex.ai já identificaram os novos corredores de demanda, rastrearam os fluxos por porto de embarque e sinalizaram as janelas de maior volume. Exportadores e tradings usam essa visibilidade para priorizar negociações, ajustar contratos e capturar prêmios antes da concorrência.

Inteligência de precificação por destino. O preço médio FOB variou entre US$411,69/t (Turquia) e US$441,32/t (Irã) no mesmo período. Essa diferença não aparece em relatórios genéricos. Os agentes da Logcomex.ai cruzam origem, destino, NCM e janela de embarque para entregar comparativos acionáveis por operação.

Alertas de concentração e risco de carteira. Com 69,56% da receita concentrada em um único destino, qualquer alteração na política de compras chinesa gera impacto direto no resultado. A Logcomex.ai monitora esse índice de concentração de forma contínua e aciona alertas quando desvios nos fluxos antecipam mudança de comportamento dos compradores.

Prospecção de compradores nos mercados emergentes. Os mercados que mais cresceram neste período, como Egito, Bangladesh e Paquistão, já estão mapeados na plataforma com histórico de importadores ativos, volumes por operação e janelas recorrentes de compra. Exportadores chegam ao comprador certo antes que ele já esteja comprometido com outro fornecedor.

Conclusão

O desempenho das exportações brasileiras de soja de janeiro a julho de 2026 demonstra a solidez do setor produtivo e exportador nacional, refletida na expansão simultânea de volume (+7,47%) e faturamento FOB (+15,34%).

A manutenção dessa rentabilidade até o fechamento do ano dependerá da eficiência na gestão do estoque remanescente e do aproveitamento da volatilidade do mercado internacional durante a janela de comercialização da safra dos Estados Unidos.

Para desdobramento deste relatório em planos operacionais de trabalho, recomendam-se as seguintes ações imediatas.

Reunião de alinhamento com as equipes de trading e logística para revisão das metas de embarque do quarto trimestre.

Ajuste dos modelos de gestão de risco cambial e de commodities para o encerramento do exercício de 2026.

Atualização periódica dos indicadores de escoamento no primeiro quadrimestre do ciclo 2026/2027.

Perguntas frequentes

O Brasil é o maior exportador mundial de soja?
O Brasil disputa com os Estados Unidos a liderança nas exportações globais de soja. Nos últimos anos, o país consolidou a posição de maior exportador em volume, impulsionado pela expansão do Cerrado e pela infraestrutura do Arco Norte.
Por que a China compra tanta soja do Brasil?
A China depende de importações para suprir a demanda de seu setor de proteína animal. O Brasil oferece volume, regularidade de embarque e preço competitivo frente aos EUA, especialmente em anos de câmbio favorável.
Qual foi o desempenho das exportações de soja do Brasil em 2026?
Entre janeiro e julho de 2026, o Brasil exportou 82,98 milhões de toneladas de soja, com receita FOB de US$35,01 bilhões. Em comparação ao mesmo período de 2025, o volume cresceu 7,47% e o faturamento avançou 15,34%, sustentados pelo aumento de 7,32% no preço médio por tonelada.
Quais países mais aumentaram as compras de soja brasileira em 2026?
Os maiores crescimentos relativos foram registrados pelo Egito (+394,64% em volume), Bangladesh (+127,48%) e Países Baixos (+118,74%). Em termos absolutos de valor, Turquia, Tailândia e Paquistão também se destacaram, cada um superando US$800 milhões no período.
A dependência da China nas exportações de soja é um risco para o Brasil?
Com 69,56% da receita total concentrada em um único comprador, variações na política de estoques ou na demanda interna chinesa têm impacto imediato nos fluxos e preços brasileiros. A diversificação para mercados como Turquia, Egito e Bangladesh, observada em 2026, reduz parcialmente essa exposição.
O que são os NCMs 12019000, 12011000 e 12081000?
São os códigos da Nomenclatura Comum do Mercosul que classificam os produtos do complexo soja nas exportações brasileiras. O NCM 12019000 corresponde à soja em grão para uso comercial e representa 99,997% da receita do setor. O 12011000 classifica a soja destinada à semeadura, e o 12081000, a farinha de soja.
Por que as exportações de farinha de soja caíram tão fortemente em 2026?
O volume exportado de farinha de soja (NCM 12081000) recuou 79,94% entre janeiro e julho de 2026 em relação ao mesmo período de 2025, caindo de 3,71 mil para 744 toneladas. Os dados sugerem redirecionamento do esmagamento doméstico para atendimento ao mercado interno ou para produção de subprodutos de maior valor agregado. O preço médio por tonelada disparou 74,26%, o que indica baixa oferta disponível para exportação.
O que é o Arco Norte nas exportações de soja?
O Arco Norte é o conjunto de portos localizados no Norte e Nordeste do Brasil, como Barcarena, Santarém, Itaqui e Pecém, que reduzem a distância de escoamento para os mercados asiáticos e europeus em relação aos portos tradicionais de Paranaguá e Santos.
O que esperar das exportações de soja brasileira no segundo semestre de 2026?
O cenário base projeta volume adicional de 20 milhões de toneladas entre agosto e dezembro, totalizando cerca de 103 milhões de toneladas no ano, com receita estimada de US$43,41 bilhões. O principal fator de risco é a entrada da safra norte-americana no mercado a partir de setembro, que tende a deslocar parte da demanda. O cenário otimista, que pressupõe recomposição acelerada de estoques pela China, projeta até 106,48 milhões de toneladas e US$45,23 bilhões no ano.