Insight
O que robôs, chips, soja e dispositivos médicos revelam sobre o novo comércio exterior
China bate recorde no comércio exterior, triplica exportações de robôs e amplia vendas de chips, enquanto o óleo de soja brasileiro cresce 42% e o…
A região do Delta do Yangtzé registrou o maior volume de comércio exterior da sua história nos oito primeiros meses de 2026. As exportações de robôs triplicaram para RMB 16 bilhões, as de circuitos integrados dobraram para RMB 730,44 bilhões e as de automóveis avançaram 66,8%. A corrente de comércio da região chegou a RMB 13,16 trilhões (+18,8%), equivalente a 37,8% de todo o comércio exterior da China no período. A região acumula 18 meses consecutivos de crescimento nas trocas externas.
As importações chinesas de equipamentos para fabricação de semicondutores subiram 16% em agosto de 2026, sinalizando aceleração dos investimentos na expansão da capacidade produtiva doméstica. O movimento ocorre enquanto as exportações de circuitos integrados crescem 103,9% no acumulado do ano, para US$ 256,8 bilhões, com a China produzindo 1,5 bilhão de chips por dia no semestre. A demanda por infraestrutura de inteligência artificial e a política de independência tecnológica sustentam o ciclo de investimentos no setor.
O processamento doméstico de soja deve atingir recorde de 63,5 milhões de toneladas em 2026, 8,5% acima do patamar anterior. As exportações de óleo de soja cresceram 42% nos oito primeiros meses do ano, somando mais de 1,5 milhão de toneladas, com a Índia aumentando suas compras em 56% e respondendo por 70% do total exportado. O resultado indica uma transformação gradual na pauta do complexo soja brasileiro, com maior participação de derivados de valor agregado em relação ao grão in natura.
O Brasil importou US$ 3,355 bilhões em dispositivos médicos no primeiro semestre de 2026, alta de 8,2% ante o mesmo período de 2025. Com exportações de apenas US$ 456 milhões, queda de 5,9%, o déficit da balança comercial do setor chegou a US$ 2,899 bilhões (+10,8%). O consumo aparente de equipamentos e materiais médicos cresceu 7,5% no período, puxado por reagentes diagnósticos (+12,5%) e pela expansão das cirurgias no sistema de saúde.