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Agro brasileiro sob pressão, Índia no radar e petróleo dispara: o que movimentou o comércio exterior
Brasil amplia acordos comerciais com a Índia enquanto enfrenta novas exigências da UE. Petróleo e fertilizantes também movimentam o comércio exterior.
O governo brasileiro avaliou na última quinta-feira (27) que a eventual imposição de novas restrições da União Europeia ao comércio de produtos agropecuários brasileiros não deve se concretizar. A declaração ocorre enquanto os auditores europeus verificam o cumprimento das exigências sanitárias sobre uso de antimicrobianos, cujo prazo encerra em 3 de setembro. Em julho, a UE importou 12,5 mil toneladas de carne bovina brasileira, alta de 52% ante o mesmo período de 2025, sinalizando demanda firme pelo produto no bloco.
O Brasil assinou também na última quinta-feira (27) um memorando de entendimento com a Índia para ampliar as relações comerciais bilaterais. O acordo estabelece a meta de US$20 bilhões em corrente de comércio até 2030, partindo de US$15,2 bilhões em 2025, com 378 oportunidades identificadas para produtos brasileiros no mercado indiano. O documento é não vinculante, mas formaliza uma aproximação estratégica num momento em que o governo busca reduzir a dependência do mercado americano após o tarifaço.
As importações de petróleo do Japão subiram 17% em julho de 2026, reflexo direto do fechamento do Estreito de Ormuz, que cortou o acesso ao principal corredor de energia do Oriente Médio. O volume de óleo cru comprado dos EUA cresceu de forma expressiva para compensar a retração dos fornecedores do Golfo Pérsico, que historicamente respondem por mais de 85% das importações de petróleo japonesas. As importações recordes, combinadas a exportações também recordes, prolongaram o déficit comercial do Japão pelo terceiro mês consecutivo.
Os preços dos fertilizantes fosfatados recuaram no mercado brasileiro, mas o alívio ainda não tornou a relação de troca favorável ao produtor. O MAP caiu para US$855 por tonelada e o superfosfato simples para US$245, enquanto a demanda nacional por fertilizantes deve cair 7,6% em 2026, com importações de fosfatados em retração por menor disponibilidade de enxofre no mercado global. O cenário mais crítico está nos fosfatados, cuja oferta segue restrita pela redução das exportações chinesas de matéria-prima.