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Exportações Brasileiras para os EUA retraem, Brasil como maior importador de carros chineses e mais
Exportações brasileiras aos EUA caem, Noruega restringe produtos de origem animal do Brasil, importações de veículos chineses disparam e cota de carne…
As exportações brasileiras para os EUA somaram US$ 21 bilhões entre janeiro e julho de 2026, queda de 12,2% e o menor nível para o período em três anos. Entre os produtos sujeitos às sobretaxas mais elevadas, de 25% a 37,5%, a retração chegou a 31,5%, com as vendas caindo de US$ 4,6 bilhões para US$ 3,2 bilhões no acumulado do ano. O contraste com o restante do mundo é direto: no mesmo período, as exportações totais do Brasil cresceram 10,5%.
Já a Noruega anunciou que suspenderá as importações de produtos de origem animal do Brasil a partir de 3 de setembro, seguindo a decisão da União Europeia. O embargo foi motivado pela falta de garantias sobre o controle do uso de antimicrobianos na pecuária, sem registro de contaminações, e atinge carnes, ovos, mel e pescados que geraram US$ 4,5 milhões ao exportador brasileiro em 2025. A preocupação cresce com sinalizações de que países africanos de língua francesa podem adotar medida semelhante.
Enquanto isso no Brasil, a importação de veículos chineses mais que dobrou nos primeiros sete meses de 2026. Com alta de 105,4%, os mais de 180 mil veículos vindos da China já respondem por 52,4% de todas as importações automotivas do período, em um total de 344,1 mil unidades importadas (+25,7%). O avanço eleva o Brasil ao posto de maior importador de carros chineses do mundo, em contraste com as exportações nacionais de veículos, que caíram 20,8% no mesmo intervalo.
Por fim, o Ministério do Comércio da China confirmou nesta segunda-feira (10) que o Brasil atingiu 90% da cota anual de exportação de carne bovina in natura sem sobretaxa. Das 1,106 milhão de toneladas autorizadas com tarifa de 12%, já foram internalizadas 995,4 mil toneladas. Qualquer volume excedente estará sujeito a tarifa adicional de 55% a partir do terceiro dia após o esgotamento do limite. Em julho, os embarques caíram 47% ante junho, para 85,7 mil toneladas, em redução deliberada do ritmo de envio.