inteligencia-comercial · 10 de agosto de 2026
Ureia: quem é o maior produtor do mundo em 2026?
Descubra quem é o maior produtor de ureia do mundo em 2026, como o conflito no Oriente Médio afetou os preços e o que isso significa para quem importa no…
A China é o maior produtor mundial de ureia, com cerca de 25% da produção global, seguida pela Índia, que também é a maior consumidora e importadora do fertilizante.
Em 2026, no entanto, a geografia da oferta mudou: restrições chinesas à exportação, cortes na produção iraniana e a instabilidade no Oriente Médio elevaram os preços internacionais e aumentaram o peso de fornecedores como Nigéria, Rússia, Omã e os países do Golfo no abastecimento de mercados importadores como o Brasil.
A comercialização de ureia é global. Seu valor de mercado influencia os preços em todo o mundo, tornando-a uma das commodities mais estratégicas do comércio exterior, especialmente para países fortemente dependentes de fertilizantes importados, como o Brasil.
Se você quer entender quem domina esse mercado em 2026 e como as tensões geopolíticas recentes vêm redesenhando os fluxos globais de ureia, confira o artigo que preparamos.
O que é a ureia e por que ela é estratégica para o comércio global
A ureia é um composto orgânico com alta concentração de nitrogênio, sintetizado a partir da amônia e do dióxido de carbono em um processo industrial que depende fortemente de gás natural como matéria-prima.
Por isso, ela é uma das commodities mais sensíveis a choques energéticos e geopolíticos do comércio internacional. Entre suas principais aplicações estão:
Agricultura: principal insumo de fertilizantes nitrogenados, essenciais para o crescimento das plantas.
Indústria química: presente na fabricação de resinas, plásticos e adesivos.
Medicina: usada em produtos dermatológicos para tratar pele seca e eczemas.
Alimentação animal: adicionada a rações como fonte de proteína não proteica.
Quem são os maiores produtores de ureia do mundo
China: líder histórico, mas cada vez mais fechada às exportações
A China segue como a maior produtora mundial de ureia, com aproximadamente 25% da produção global, além de figurar entre os maiores exportadores do produto.
Ainda assim, o país tem priorizado o abastecimento do próprio mercado interno, restringindo suas exportações para garantir estoques suficientes para sua agricultura.
Essa postura, reforçada em 2026, retirou do mercado internacional volumes relevantes que antes estavam disponíveis para importadores como o Brasil.
Índia: maior consumidora e importadora global
A Índia é a segunda maior produtora de ureia do mundo, mas ocupa a primeira posição tanto em consumo quanto em importação do fertilizante.
A China e Índia, juntas, concentram cerca de 35% da população mundial, o que explica a enorme pressão que ambos os países exercem sobre a demanda global por nitrogênio.
Oriente Médio e outros polos relevantes de produção
Países do Golfo, como Arábia Saudita, Catar e Omã, respondem por aproximadamente um quarto das exportações globais de ureia, beneficiados pelo acesso a gás natural mais barato.
O Irã também está entre os maiores produtores mundiais, com capacidade instalada estimada em cerca de 9 milhões de toneladas por ano, embora tenha enfrentado cortes de produção recentes.
Na África, a Nigéria vem ganhando peso: a Indorama Eleme Fertilizer, maior produtora do continente, deve alcançar 4,2 milhões de toneladas anuais de capacidade a partir da entrada em operação de uma nova linha de produção prevista para o segundo semestre de 2026.
Como o conflito no Oriente Médio redesenhou o mercado de ureia em 2026
A escalada de tensões no Oriente Médio ao longo de 2026 impactou diretamente o mercado global de ureia.
O conflito elevou os preços do gás natural, insumo central da produção do fertilizante, e restringiu fluxos por rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um terço dos embarques globais de fertilizantes.
Como consequência, os contratos futuros de ureia chegaram a US$ 684 por tonelada, alta de mais de 70% no ano e o maior patamar desde outubro de 2022.
Esse cenário se soma a outros fatores de pressão, como os cortes de produção no Irã, paradas de manutenção em plantas da Índia e de Bangladesh, e a redução de embarques russos.
Em resposta à escassez, países como a Indonésia iniciaram negociações para exportar volumes adicionais de ureia para Brasil, Índia, Tailândia e Filipinas, na tentativa de aliviar parte da pressão sobre os importadores mais dependentes.
O Brasil e a dependência de ureia importada
O Brasil é o maior importador líquido de fertilizantes do mundo, seguido por Estados Unidos e Índia, e depende de fontes externas para cerca de 95% dos fertilizantes nitrogenados que consome, entre eles a ureia.
Em 2025, o país importou 7,7 milhões de toneladas do produto, tendo Nigéria, Rússia e Omã como principais fornecedores, embora parte dos volumes atribuídos a Omã possa ter origem real no Irã, o que adiciona incerteza à leitura dos fluxos comerciais.
Ao longo de 2025, o mapa de fornecedores também mudou: a Rússia, que liderava as vendas ao Brasil em 2024, perdeu espaço para a China em alguns períodos, enquanto o custo total das importações brasileiras de fertilizantes subiu mesmo em meses de queda no volume comprado, reflexo direto da valorização internacional da commodity.
Diante desse quadro, especialistas apontam que qualquer nova instabilidade geopolítica ou logística tende a se refletir rapidamente em preço e disponibilidade para o mercado brasileiro.
NCM da ureia e o que isso significa para quem importa
Para fins de comércio exterior, o código NCM da ureia é 3102.10.10. Monitorar esse código nas estatísticas de importação e exportação é a forma mais direta de acompanhar a movimentação real do produto entre países, identificar novos fornecedores e antecipar mudanças de origem em um mercado que, como mostrou 2026, pode mudar de fornecedor principal em poucos meses.
Como o Logcomex.ai ajuda quem compra e monitora ureia no comércio exterior
Em um mercado tão sensível a decisões políticas, sanções e conflitos como o de ureia, decidir de quem comprar, quando comprar e a que preço deixou de ser uma questão só de agronegócio e passou a ser uma questão de inteligência de mercado em tempo real.
A Logcomex.ai é a inteligência artificial do comércio exterior, e reúne justamente esse tipo de informação para quem depende de fertilizantes importados:
Monitoramento por NCM: acompanhamento das importações de ureia (NCM 3102.10.10) por origem, volume e preço médio, mês a mês.
Mapeamento de fornecedores: identificação de quais países e empresas estão exportando ureia para o Brasil, útil para diversificar fontes diante de restrições como as impostas pela China em 2026.
Alertas de mudança de rota comercial: sinalização de movimentos como a perda de participação da Rússia ou o avanço de novos fornecedores como Nigéria e países do Golfo.
Inteligência de preços: acompanhamento de tendências de preço internacional, essencial para negociar contratos de importação em um mercado que subiu mais de 70% em um único ano.
Due diligence de contrapartes: verificação do histórico de exportação de fornecedores internacionais antes de fechar um contrato, reduzindo riscos em uma cadeia marcada por incertezas geopolíticas.
Para empresas do agronegócio, tradings e importadoras de fertilizantes, ter essas informações organizadas em uma única plataforma é o que diferencia uma reação tardia de uma decisão de compra antecipada e mais barata.
Conclusão
O mercado global de ureia entrou em 2026 mais concentrado, mais volátil e mais sensível a decisões políticas do que nos anos anteriores.
A China segue na liderança da produção, mas restringe cada vez mais suas exportações, enquanto o conflito no Oriente Médio reorganizou rotas de fornecimento e levou os preços a patamares não vistos desde 2022.
Para o Brasil, um dos maiores importadores mundiais do produto, isso significa conviver com mais incerteza sobre origem, preço e disponibilidade da ureia usada nas lavouras do país.
Nesse cenário, acompanhar de perto quem produz, quem exporta e como esses fluxos mudam ao longo do ano deixou de ser um diferencial e passou a ser uma necessidade para quem compra fertilizantes no comércio internacional.
Perguntas frequentes
- Quem é o maior produtor de ureia do mundo em 2026?
- A China continua sendo a maior produtora mundial de ureia, com cerca de 25% da produção global, embora venha restringindo suas exportações para priorizar o mercado interno.
- Qual é o segundo maior produtor de ureia do mundo?
- A Índia ocupa a segunda posição na produção mundial de ureia, mas é ao mesmo tempo a maior consumidora e a maior importadora global do produto.
- Por que o preço da ureia subiu tanto em 2026?
- O aumento está relacionado principalmente ao conflito no Oriente Médio, que elevou os preços do gás natural, insumo essencial da produção de ureia, e afetou rotas logísticas estratégicas como o Estreito de Ormuz. Os preços chegaram a US$ 684 por tonelada, alta de mais de 70% no ano.
- Quanto de ureia o Brasil importa por ano?
- Em 2025, o Brasil importou 7,7 milhões de toneladas de ureia, tendo Nigéria, Rússia e Omã como principais fornecedores
- Qual é o NCM da ureia?
- O código NCM da ureia é 3102.10.10, usado para identificar o produto nas operações de importação e exportação.
- O Brasil produz ureia internamente?
- O Brasil possui capacidade de produção própria limitada, concentrada em poucas plantas industriais, e depende de importações para suprir a maior parte da demanda de fertilizantes nitrogenados, com uma dependência externa estimada em cerca de 95%.