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Comércio Exterior · 05 de setembro de 2024

PIB do Brasil cresce 1%, mas agronegócio enfrenta desafios climáticos

O PIB brasileiro cresceu 1% no último trimestre, impulsionado por setores como serviços e indústria, além do desempenho expressivo de exportações como…

Por Anne Coifman · 05 de setembro de 2024

PIB do Brasil cresce 1%, mas agronegócio enfrenta desafios climáticos

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro apresentou um crescimento de 1% no último trimestre de 2024, superando as expectativas dos analistas econômicos.

No acumulado dos últimos 12 meses, o crescimento foi de 2,5%, e o país está entre os que mais cresceram no mundo. Os destaques foram os setores de serviços, que subiu 1%, e a indústria, com um crescimento de 1,8%.

Esse desempenho ocorre mesmo em um cenário global marcado por incertezas, incluindo tensões geopolíticas e flutuações no comércio internacional.

Com base nos dados da Balança Comercial Preliminar Parcial do Mês, as exportações de celulose, que registraram um aumento expressivo de 43%, e de plataformas de embarcações, com um crescimento de 13.949%, desempenharam um papel crucial no resultado positivo.

No entanto, o agronegócio tem enfrentado desafios que preocupam o mercado e podem limitar o potencial de crescimento nos próximos meses.

As exportações de milho caíram 44% e as de soja recuaram 11%, impactadas por uma combinação de fatores climáticos adversos e a volatilidade do mercado global.

Os problemas enfrentados pelo agronegócio brasileiro não são novos, mas ganham destaque em um momento em que o setor tem sido pressionado por condições climáticas imprevisíveis.

Exportações e importações

Além dos aumentos mencionados, outros produtos também apresentaram um bom desempenho:

  • Óleos combustíveis (exceto óleos brutos): o setor teve um aumento de 58%, também com base no valor FOB, impulsionando o crescimento da Indústria de Transformação.
  • Óleos brutos de petróleo: apresentou um crescimento de 11%.

No campo das importações, pode-se citar:

  • Medicamentos: o aumento de 64% nas importações reflete a maior demanda no mercado interno por produtos farmacêuticos.
  • Óleos brutos de petróleo: a queda de 25% nas importações deste item sugere ajustes na produção doméstica, possivelmente decorrentes de um aumento na capacidade de refino local ou de uma menor dependência externa.

A queda de 9% nas exportações de minério de ferro, outro produto chave da pauta de exportação brasileira, indica que o setor de mineração também está sob pressão, seja por conta da demanda internacional reduzida ou de flutuações nos preços das commodities.